Os alimentos que consumimos têm um impacto direto na nossa saúde. Investigadores da Universidade Católica Santo António de Múrcia, em Espanha, estão a criar um composto a partir de certos alimentos para retardar o envelhecimento celular. Em vez de tentar “viver mais”, a pesquisa foca-se em “viver melhor”, prevenindo doenças como a diabetes e o cancro.
O projeto, denominado NutriAge+, explora como compostos antioxidantes podem melhorar a qualidade de vida, ao concentrar as propriedades benéficas dos alimentos. O grupo de investigação, está atualmente a testar o comportamento destas propriedades, presentes em alimentos como brócolos, cogumelos ou arroz, em modelos de células envelhecidas para recolher informações sobre quais destas propriedades têm maior efeito contra o envelhecimento. A investigação está numa primeira fase, após a qual os elementos selecionados pelas suas melhores propriedades serão testados em ratos idosos, com cerca de dois anos, o que equivale a 70 anos de uma pessoa, para verificar se os efeitos antienvelhecimento testados em modelos celulares também são transferidos para organismos vivos.
Viver com qualidade
O objetivo desta investigação procura criar um “alimento funcional” que ajude a “melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos” e a promover um envelhecimento “o mais saudável possível”, afirma Rabadán, um dos investigadores. Zapata, outro dos investigadores do projeto, insiste que nem esta, nem qualquer outra formulação desenvolvida para melhorar determinados aspetos da saúde pode substituir uma alimentação equilibrada e saudável, essencial para o bom funcionamento do corpo humano. A alimentação saudável, combinada com este composto, ajuda na longevidade e no envelhecimento saudável, promovendo uma maior energia celular e equilíbrio proteico. “Não se trata de dar anos à vida, mas de vida aos anos” resumiu Rabadán.